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# "The game of football is quite unsuitable for females
and ought not to be encouraged."
História da resistência ao Futebol Feminino

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"The game of football is quite unsuitable for females and ought not to be encouraged."
História da resistência ao Futebol Feminino
Inês Quintanilha

Se o tema apresentado neste número do PROJECTO 10 visa o Futebol, esse desporto que tanto tem de vernacular quanto de viril, seria natural pensá-lo no masculino. Lembrar-se-á alguém da existência da modalidade no feminino?

Tendo o desafio anunciado acima em mente propus-me recolher dados e fontes, muito embora estas não adquiram o carácter exaustivo e preciso que a uma pesquisa em Ciências Sociais se exige, que me permitissem traçar em linhas gerais a história do Futebol Feminino. Aviso de antemão que gozou, paralelamente à história das mulheres ou do feminismo, de inúmeras resistências, reveses e abalos.

Os registos disponíveis, bem entendido partilháveis[1], remetem-nos para o século XIX, algures na Escócia e associados a costumes locais. Reza a história que os solteiros encetavam a selecção da futura consorte em jogos entre equipas de senhoras solteiras e senhoras casadas, optando com base no desempenho das primeiras.

Uma vez geograficamente encetado o percurso pela Grã-Bretanha notemos que, até à criação da English Ladies Football Association[2], o futebol era essencialmente praticado em escolas públicas, tradicionalmente associado a classes mais favorecidas. Assim, o período precedente à I Guerra Mundial dá-nos conta de esforços no sentido da realização de jogos de futebol no feminino. O primeiro jogo oficial com coordenação da English Ladies Football Association terá tido lugar em Londres, a 23 de Março de 1885, opondo o North London ao South London. Interessa nesta altura salientar a importância da britânica Nettie Honeyball[3] : consta que em 1894 terá colocado um anúncio num jornal com o objectivo de recrutar jogadoras para o British Ladies Football Club . O  Manchester Guardian[4] terá reportado: “Their costumes came into a good deal of attention (...) one or two added short skirts over their knickerbockers (...). When the novelty has worn off, I do think women's football will attract the crowds.”

Com o início da I Guerra Mundial assiste-se ao abandono dos lugares laborais ocupados por homens, nomeadamente no que a fábricas de munições diz respeito. Os seus lugares passariam a ser ocupados por mulheres e assim podemos dar conta, cerca de 1916, de relatos da existência de jogos de futebol nos intervalos. A prática desenvolve-se de tal maneira que surge a organização de partidas entre equipas de fábricas, tais como a Ulverston Munitions Girls ou a The Hackney Marshes National Projectilie Factory.

Aproveitando a interrupção da Football League masculina devido à guerra, o futebol feminino ganhava adeptos, quase que num fervor nacionalista[5] , e assim os encontros depressa passaram a existir enquanto forma de angariação de fundos para caridade. Em 1920, jogos em Goodison Park (estádio do Liverpool F. C.) e em Old Trafford (estádio do Manchester United Football Club ) arremataram 3115 e 1962 libras respectivamente.

Surge, no ano seguinte, um golpe do qual o Futebol Feminino em Inglaterra precisaria de décadas para se recuperar: a 5 de Dezembro, a Football Association emite um comunicado afirmando, “(...) as to football being played by women, the Council feel impeled Express their strong opinion that the game of football is quite unsuitable for females and ought not to be encouraged. (...) For these reasons the Council requests the clubs belonging to the Association refuse the use of their grounds for such matches.”[6]

Um pouco por toda a Europa, e ao mesmo tempo que o Futebol Feminino conquistava praticantes, criava, por outro lado, anticorpos com raiz na distinção de género. O desporto em geral era tido como exclusivamente masculino porque era orientado para a performance , para a competição e superação de recordes. De resto, ainda hoje o é. Na Alemanha, a título de exemplo, o Futebol Feminino conhecia uma grande resistência baseada na ridicularização do desporto feminino: “(...) a few womens dared to expose themselves to the criticism of masculinising themselves by playing football.”[7] Em França, a primeira partida de Futebol Feminino data de Setembro de 1917, tendo sido criada um ano depois a Fédération des Sociétés Femenines Sportives de France para ser extinta na década de trinta. Igualmente em 1930 surge o primeiro clube alemão com uma equipa feminina para, logo no ano seguinte, ser abruptamente banida.

No que ao Continente americano diz respeito, duas das grandes potências do Futebol Feminino actual, davam também os primeiros passos. No caso dos Estados Unidos, e na sequência de uma tour de apresentação da britânica Dick Kerr Ladies dá-se o primeiro jogo, no ano de 1922, com a Peterson F.C. Do país do futebol, o Brasil, chegam-nos referências respeitantes a um jogo entre as Senhoras Temenbenses e as Senhoras Catarinenses , tendo sido anunciado no A Gazeta como atracção das festividades da cidade de São Paulo[8] .

Gertrud Pfister, autora da reflexão Must Women Play Football? Women's Football in Germany, Past and Present , remete através do volume onze do Sport und Gesundheit de 1932,  para a teoria defendida às portas da II Guerra Mundial de que mais do que qualquer desporto, o futebol “(...) was not suited to female disposition, looked anomalous and deforming, and therefore should be left to the male of the species.”[9]

O pós-guerra marca, subsequente e inesperadamente, a afirmação de teorias baseadas em relatórios médicos que asseguravam a inaptidão feminina para a prática da modalidade. A título de exemplo, identifico casos como o do Brasil, que até à data não contava com qualquer formação feminina a nível de clubes, que decreta em 1941[10] a proibição da prática de Futebol Feminino baseada na natureza fisiológica da mulher. Anos mais tarde, em 1955, a Deutscher Fussball Bund interdita formalmente a formação de equipas. Por seu turno, a Football Association inglesa interdita a partida que oporia a Preston Ladies à Oldham Ladies , jogo este que tinha em vista a recolha de fundos para Wigam Society for the Blind , e assim colocou um ponto final ao Futebol Feminino organizado na Grã-Bretanha.

Pese embora estes serem anos que marcaram uma desaceleração do desenvolvimento da modalidade, paralelamente a proibições, surgem contra-movimentos. Na Alemanha, “(...) football matches where played between women's teams, and in 1957 there was even a women's international between Germany and Holland in the Komwesthein Stadium near Stuttgard.”[11] No mesmo ano, jogaram a West Germany contra a Wets Holland no Dante Stadium de Munique, reunindo cerca de 14 mil espectadores. Não obstante o facto de estes jogos terem logrado largo sucesso não foi impedimento bastante para que a Deutscher Fussball Bund reiterasse a proibição encetada dois anos antes.

A transição para a década de setenta será marcante a todos os níveis e geograficamente alargada, quiçá pela alteração dos paradigmas sociais do papel da mulher, pelo aumento dos seus níveis educacionais ou pelo crescimento da integração feminina no mercado de trabalho. Assim, em Novembro de 1969 ressurge a English Ladies Football Association em Inglaterra, agrupando 44 clubes-membro e, finalmente em 1971, o concelho da Football  Association levanta a proibição da prática de futebol por mulheres, para apenas em 1983 aceitar a filiação da English Ladies Football Association . Por seu turno, e recuando a 1970, a Deutscher Fussball Bund segue o caminho da congénere britânica, surgindo em 1972 o primeiro campeonato[12] digno desse nome na República Federal Alemã. Nos Estados Unidos tem particular relevância o artigo “Educational Amendments of 1972”, dele constando que “(...) equal Access and equal spending on athletic  programs at college institutions (...)”[13] passaria a ser a matriz do ensino desportivo universitário[14] , tendo por conseguinte sido criados programas de futebol para mulheres estabelecidos nas universidades norte americanas. Já no Brasil existe referência à criação do primeiro clube oficial no Estado do Rio de Janeiro em 1977.

A década de 1980 fica marcada pelo reconhecimento por parte da UEFA ( Union of European Football Associations ), órgão máximo de Futebol na Europa, e da FIFA ( International Federation of Association Football ), órgão máximo do Futebol internacional, da prática crescente da modalidade. Em 1984 damos conta do primeiro campeonato da Europa ao nível de selecções[15] , neste caso ainda denominado European Competition for Representative Women's Teams , ganho pela Suécia numa final a duas mãos com a Inglaterra, após ter recebido apenas 4 equipas. O Campeonato da Europa de Futebol Feminino, com os moldes do futebol moderno, surge apenas em 1991, tendo cabido à Alemanha a conquista do título. Hoje, é jogado após apuramento de 12 Selecções Nacionais europeias. A título de curiosidade, ainda com chancela da UEFA, é recentemente (desde 2001) jogada a Liga dos Campeões feminina mas, já lá chegaremos.

Por fim, retomando a posição da FIFA perante o desenvolvimento do Futebol Feminino, depois de ter sido jogado em Itália (1970) um campeonato internacional não oficial de selecções, do FIFA's Women's Invitation Tournment de 1980 e do campeonato internacional de clubes não oficial disputado em Taiwan (1988), surge finalmente o primeiro Campeonato do Mundo de Futebol Feminino em 1991. Na sua primeira edição, ganha pelos Estados Unidos, contou com a reunião de selecções provindas dos vários apuramentos das associações CAF (Confederation of African Football), AFC (Asian Football Confederation), CONMBOL (South America Football Confederation), OFC (Oceania Football Confederation), da UEFA e da CONCACAF (Confederation of North, Central American and Caribbean Association Football).

E Portugal, que lugar ocupou nesta centena de anos de desenvolvimento, penalizações e resistência de uma modalidade ao sabor dos desígnios do género como instituição social, da polarização dos dois sexos e da institucionalização da masculinidade?

Portugal, quando na Europa se começaram a legitimar posições e existências, andava a reboque do subdesenvolvimento social infligido pelos anos do Estado Novo. Talvez assim se explique ter sido criado apenas em 1985 o primeiro campeonato oficial patrocinado pela Federação Portuguesa de Futebol, neste caso ainda apelidado Taça Nacional de Futebol Feminino.

Previamente, urge falar dos anos 1970 e da organização (sinto-me tentada a usar o termo clandestina) e luta das mulheres portuguesas em prol dá prática do desporto rei. Esta década, como a seguinte, foi tão só marcada pelo domínio do percursor Boavista F.C . Na realidade, deve-se grande parte do desenvolvimento a que hoje assistimos a este clube grande: a secção feminina fora criada em 1971, pela mão do presidente José António Pinto de Sousa, confirmando o quão promissores foram os anos setenta. É no norte e centro do país que se assiste a uma proliferação de clubes com equipas femininas, sendo que, às portas da década de oitenta, as Associações de Futebol de Coimbra, Leiria, Porto e Santarém promoviam os seus campeonatos distritais.

A recém criada Selecção Nacional de Futebol Feminino participaria, em 1982, no apuramento para o primeiro Europeu Feminino[16] , tendo disputado o Grupo 3 com a Itália, a França e a Suíça e registado, a título positivo, um empate (com a França) em seis jogos oficiais. Surpreendentemente, a Federação Portuguesa de Futebol põe termo, findo esse mesmo apuramento, à equipa nacional feminina, recuperando-a apenas onze anos depois. 

O ano de verdadeira quebra com este problemático passado é 1993, com a alteração da denominação da competição nacional feminina, passado esta a apelidar-se de Campeonato Nacional da 1ª Divisão, com o ressurgimento da Selecção Nacional, e com a participação no apuramento para o Campeonato da Europa de 1995.

Uma palavra ainda para a Taça de Portugal, jogada pela primeira vez neste novo século, em 2003, e que este ano no simbólico mês de Abril, pôde pela primeira vez ter a sua final no mítico Estádio Nacional, onde se bateram os recordistas Boavista F.C. e a S.U. 1.º de Dezembro perante a presença de Gilberto Madaíl, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Maria Cavaco Silva, Primeira-dama de Portugal, e Laurentino Dias, Secretario de Estado da Juventude e do Desporto.

Em semana da Final da Champions torna-se obrigatório referir neste estudo que a realização da competição no feminino data à época 2000/2001. Portugal, neste caso e provavelmente por conhecer franco desenvolvimento da modalidade, marcou presença nesta competição desde início. Porém, nunca com o êxito desejado: o Gatões F.C . e o S.U. 1º Dezembro estiveram três vezes (em dez realizações) a um ponto da qualificação para a segunda fase de grupos[17]. E embora assim seja, é com saudade que se recordam os momentos vividos no torneio de apuramento Sintra Women's UEFA CUP jogado em 2005. Hoje, a UEFA Women's Champions League , goza de um prestígio imenso mas, invariavelmente, não equiparado à versão homóloga masculina. Foi jogado em Getafe, Madrid, no passado 20 de Maio de 2010, a primeira final feminina da prova, na mesma cidade onde se realizou, dois dias depois, a Champions que todos conhecem. O estádio Alfonso Perez esteve cheio para receber a primeira final feminina, com direito a bola original produzida para o efeito, que opôs o Lyon de França ao Potsdam da Alemanha[18].

Termino sublinhando que o Futebol Feminino em Portugal goza, no presente, momentos nunca antes vividos: vitórias da Selecção Nacional, profissionalização e internacionalização de inúmeras jogadoras, multiplicação de praticantes e equipas, de criação de camadas jovens e, finalmente, do apoio oficial e objectivo da Federação Portuguesa de Futebol. Restar-nos-á colocar a seguinte dúvida: às portas do centenário republicano, haverá algo em que não andemos com alguns anos de atraso?


Equipa North London (Lily Lynn, Nettie Honeyball, Williams, Edwards;
Compton, F. B. Fenn, Nellie Gilbert, P. Smith, Rosa Thiere, Biggs), c.
1985 – fonte http://www.donmouth.co.uk


Equipa South London (Lily Lynn, Nettie Honeyball, Williams, Edwards;
Compton, F. B. Fenn, Nellie Gilbert, P. Smith, Rosa Thiere, Biggs),
c.1985  – fonte http://www.donmouth.co.uk


Carlisle Munition Girls, c.1918 – fonte http://www.donmouth.co.uk


Dick Kerr Ladies, c. 1923 -  fonte http://www.donmouth.co.uk


E.U.A. vencem o Campeonato do Mundo de Futebol Feminino Fifa pela
2ª vez, c. 1999 – fonte http://www.womensprosoccer.com


S.U. 1º Dezembro vencedora da 1ª Taça de Portugal disputada no
Estádio do Jamor, 10.04.2010 – fonte FPF


Final da Champions Feminina em Getafe, Madrid, 20.05.2010 – fonte
UEFA

Referências Bibliográficas

BAXTER, Kevim (2006), "History fo Women's Football", Friendly United
Football
Disponível HTTP: http://friendlyunitedfootball. com (Maio 2010)

CHAVES, Alex Sandro (2007), "O Futebol Feminino: uma história de
luta pelo reconhecimento social",  EF y Deportes, ano 12, nº 111
Disponível HTTP: http://efdeportes.com (Maio 2010)

LITTERER, Dave, “Women's Soccer History in the USA: an overview”,
American Soccer History Archive
Disponível em HTTP: http://homepages.sover.net/~
spectrum/womensoverview.html
(Maio 2010)

MOREL, Maria e José  Geraldo do C. Salles (2006), “Futebol Feminino”,
em Lamartine da Costa (org.), Atlas do Esporte no Brasil , Rio de
Janeiro: CONFEF

NEWSHAM, Gail J. (1994), In a League of  their own – Dick Kerr Ladies
Fotball Club
, 1917-1965, Chorley: Pride of Place Publications

PFISTER, Gertrud (2001), “Must Women Play Football? Women's
Football in Germany, Past and Present”, Football Studies, vol. 4, nº 2
Disponível HTTP (pdf): http://la84foundation.org/
SportsLibrary/FootballStudies/2001/FS0402f.pdf
(Maio 2010)

SERRA, Pedro, “Futebol Feminino” (2010), em Ricardo Serrado (coord.),
História do Futebol em Portugal: uma Análise Social , Lisboa: Instituto de
História Contemporânea da FCSH-UNL

THEFA, “Women's Football – a brief history”, The Football Association
Disponível em HTTP: http://thefa.com (Maio 2010)

Outros sites consultados:
www.fpf.pt
www.uefa.com
www.fifa.com
http://donmouth.co.uk

.....

[1] BAXTER, Kevim (2006), History fo Women's Foo tball , Friendly United
Football.

[2] A congénere masculina, The Football Association (THEFA) data de
1863.

[3] Sugere-se que este pudesse não ser o seu apelido real.

[4] BAXTER, Kevim, op. cit..

[5] PFISTER, Gertrud (2001), Must Women Play Football? Women's Football
in Germany, Past and Present
, Football Studies, vol. 4, nº 2, p. 41.

[6] BAXTER, Kevim, op. cit..

[7] PFISTER, Gertrud, op. cit., p. 43.

[8] CHAVES, Alex Sandro (2007), O Futebol Feminino: uma história de luta
pelo reconhecimento social
,  EF y Deportes, ano 12, nº 111.

[9] PFISTER, Gertrud, op. cit., p. 41.

[10] Decreto-lei 3199 de 1941, vigente até 1975.

[11] PFISTER, Gertrud, op. cit., p. 47.

[12] Campeonato regional de clubes da República Federal Alemã. Na
República Democrática Alemã o primeiro campeonato surge mais tarde,
sendo que os re gistos remontam à década de oitenta.

[13] LITTERER, Dave,  Women's Soccer History in the USA: an overview,
American Soccer History Archive.

[14] Uma palavra para a característica particular do Futebol Feminino
nos Estados Unidos: à semelhança do Futebol Americano masculino,
tem os seus moldes baseados nos campeonatos universitários e
subsequentemente interestaduais.

[15] Como termo de comparação, registamos o primeiro Campeonato
da Europa (de masculinos) jogado em 1960.

[16] Campeonato da Europa de Futebol Feminino – UEFA disputado em
1984 e ganho pela Suécia numa final inédita a duas mãos com a
Inglaterra.

[17] O equivalente aos dezoito avos de final: Gatões F.C. em
2000/2001, S.U. 1º Dezembro em 2002/2003, 2004/2005 e
2007/2008.

[18] Após prolongamento foram mais fortes as alemãs ao bater, nas
grandes penalidades, o Lyon por 7 a 6.

 

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